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4.1.26

Cordas e amarrações

Para múltiplos usos no camping

Cordas e amarrações
Existe vários tipos de cordas; as mais usadas são as de náilon (fibra sintética), sisal, algodão, e plástico (fitilho) que é comprado em rolo, é muito prático, porque na desmontagem do acampamento, elas não precisam de cuidados para serem levadas de volta, são descartáveis, mas quebram o galho pra tudo.
fitilhos 

Além do campista levar cordinhas, faz parte obrigatória do material, levar uma corda grossa e resistente de no mínimo 8 metros. 
Esta corda é que vai servir de "cumeeira" na construção do ranchão.
Cordinhas múltiplas

Essa é uma boa corda para amarração e cumeeira.

Corda mais grossa que servirá de cumeeira
Uma corda forte e resistente é necessário - além dos "Fitilhos" - confeccionados de material plástico, são importantíssimos em todo acampamento; é o faz-tudo. Usados em pequenas amarrações, sendo descartáveis e jogados ao lixo, após o acampamento.
A corda para cumeeira, guardada e bem limpa, serve para vários acampamentos.
Outra corda forte e resistente

Os nós

Conhecer os diversos tipos de nós é uma boa maneira de se preparar para resolver os pequenos problemas inesperados que costumam surgir no acampamento. 
É um conhecimento que ajudará a proporcionar mais conforto aos campistas, e em certos casos, até salvar vidas.
Um bom nó deve ser feito com simplicidade e rapidez, ter resistência e não exigir esforço para ser desatado. 

Existe um tipo de nó para cada situação e para múltiplos usos.
São muitas as combinações possíveis, mas o campista só precisa aprender os nós básicos. 
Assim ele ganhará tempo, conforto e segurança.
Não basta apenas o conhecimento dos nós, é preciso ter paciência e treino para aprender a fazê-los com rapidez e correção.
Vários tipos de nós

Principais nós e suas funções:

Nó Direito - Usado principalmente para ligar duas cordas, tem a vantagem de ser fixo e fácil de desatar. É também empregado nos pacotes que devem ser amarrados com firmeza, nas ataduras, para fazer o varal e nas amarrações como as de barcos ou redes.
Nó Direito
Nó de Escota - Este é um nó empregado quase sempre com a finalidade de ligar dois cabos de diâmetros diferentes. Ele também pode ser de muita utilidade quando se quer uma corda grande a partir de pequenos pedaços de vários tamanhos.
Nó de Escota
Lais de Guia - É um dos nós mais importantes, já que é o mais indicado para salvamentos, principalmente quando a vítima está no fundo de um buraco ou precipício. 
Muito empregado pelos alpinistas, sua grande vantagem é não correr, evitando assim que a corda aperte o corpo da pessoa que está sendo salva ou do alpinista que está escalando. 
No caso de salvamento, o laço deve ser feito em torno do corpo do acidentado, passando por baixo dos braços, de modo a prender com firmeza, sem machucar.
Lais de Guia
Falcaçar a Corda - Para evitar que a ponta da corda desfie você deve falcaça-la. 
Com um pedaço de cordão grosso, faça uma laçada em torno da corda. 
Dê muitas voltas em torno da corda com a extremidade 2, até cerca de um centímetro da ponta. 
São voltas bem apertadas e próximas umas das outras. 
Depois introduza a extremidade 2 pela laçada do fio e puxe a outra (1) com firmeza.
A extremidade 2 será puxada sob as voltas circulares.
Finalmente, corte rente as extremidades que estiverem sobrando.
Falcaçar a Corda
Volta do Fiel - É um nó muito prático, usado com bastante frequência. Serve para prender uma corda a uma barra e também pode ser muito útil na montagem de um varal ou na fixação de um segundo avancê para a barraca, improvisado sob uma árvore.
Volta do Fiel
Volta da Ribeira - Serve para fazer amarras diagonais e é muito útil no camping selvagem, na hora de montar os tripés ou o caldeirão de água, na limpeza do terreno onde será armada a barraca. É também empregado para levantar coisas pesadas. 
Quando feito com fio de náilon, as mãos devem ser protegidas com luvas. 
É um nó bastante simples, que tem a vantagem de permitir a melhor distribuição de peso, já que pode ser repetido em várias partes da carga a ser transportada.
Volta da Ribeira
Nó de Pescador - Usado, como o nome já diz, principalmente pelos pescadores, para emendar as linhas de pesca, é bastante resistente, não se desfazendo com facilidade. 
Serve também para emendar qualquer fio de pouca espessura.
Nó de Pescador
Nó Catau - É usado para evitar muita tensão nas partes puídas de uma corda, ou para encurtá-la. Por isso, é  muito útil quando, na falta de uma corda melhor, o campista tenha que usar uma que já esteja gasta.
Nó Catau


Mas estes são os quatro nós básicos - os mais usados - para fazer amarrações seguras quando você está montando acampamento no mato ou em trabalhos gerais.
Os nós básicos
Bowline - ou Lais de Guia - Este nó simples e útil é usado para formar um laço fixo na extremidade de uma corda. 
Usado também para: Colocar uma canoa para uma barra de reboque ou pendurar uma rede. 
Não importa o quanto a força é colocada sobre uma volta forte, a bolina sempre pode ser desatada facilmente. 
1. Adicione um pequeno laço na corda. 2. Passar a extremidade da corda através da volta e, em seguida, em torno da linha principal da corda. 3. Aqui a extremidade da corda de volta para dentro do laço; aperte puxando a linha principal da corda longe da volta.
Bowline - ou Lais de Guia
Reef Knot - ou Nó Direito - Este nó (também conhecido como um nó quadrado) é um nó de ligação que une duas extremidades da mesma corda ou dois pedaços de corda juntos. 
Usado também para: unir dois comprimentos de corda menor para fazer uma corda mais longa (embora não para a realização com excesso de peso) ou em primeiros socorros para amarrar ataduras juntas. 
1. Coloque as extremidades de duas cordas paralelas. 2. Coloque a extremidade direita uma corda sob e sobre a extremidade da corda esquerda (como seria quando você amarrar seus cadarços). 3. Amarre outro desta vez colocando a extremidade esquerda por baixo e por cima da corda direita. 
Reef Knot - ou Nó Direito
Timber Hitch - ou Volta do Fiel - Este nó atribui um único pedaço de corda a um pedaço de madeira ou um tronco de árvore. Usado também para: Criar um varal, colocação de uma lona ou arrastando madeira para da fogueira. 
1. Enrole a corda em volta de seu objeto (como uma volta). 2. Passe a ponta rodando sob o resto da corda. 3. Enrole a ponta da corda em torno do circuito várias vezes e, em seguida, puxe apertado.
Timber Hitch - ou Volta do Fiel
Rolamento Hitch - Usado para fazer uma volta ajustável para garantir uma corda única em torno de uma estaca. Usado para: Ajustar o aperto de suas linhas ligadas a barraca, polos ou espeques. 
1. Passe corda em torno do polo. 2. Pegue a ponta correndo a volta em torno da linha de pé e passá-lo através do laço. Em seguida, faça uma outra passagem através do laço firme novamente na mesma direção, de modo que há duas voltas de corda feita através do laço. 3. O nó deve manter-se no lugar enquanto você amarrar um laço final na direção oposta aos dois primeiros.
Rolamento Hitch


Ferramentas

Faca – Uma boa faca é indispensável para acompanhar você, principalmente para usar em cordas, e vários outros usos; sem ela fica muito difícil o trabalho em acampamentos, por isso escolha uma do teu agrado.
Uma boa faca
Facas de sobrevivência
Existe no mercado uma infinidade de modelos, para todos os tipos de uso. 
 Algumas com kit de sobrevivência, como bússola, pederneira, linha de pesca, etc. 
Mas tenha sempre uma boa faca de uso particular e do seu agrado, palavra de veterano.
Boas facas
Um excelente conjunto de facas, importado; para quem quiser gastar um pouco mais, até que vale a pena.

Um bom facão e machado  


Um bom facão e machado
Mas se for no caso de um local pesado, e vegetação muito intensa, não tem outra maneira de levar além da faca, um bom facão e machadinha. 
Apesar de não ser o nosso intuito de desmatar nada; as vezes é preciso fazê-lo com parcimônia e moderação; sendo que um facão é imprescindível em qualquer acampamento selvagem.

Tipo de Amarrações:

Tipo de Amarrações
Tipo de Amarrações
Tipo de Amarrações
Tipo de Amarrações
Tipo de Amarrações

Com boas cordas, equipamento correto, imaginação e conhecimento, você pode fazer um pequeno abrigo suspenso, ou vários outros tipos de construções, com diversos modos de amarrações, como estes.
Evidentemente isto é só exemplos para se ter algum conhecimento de amarrações, mas só o tempo e prática vai fazer você aprender muitos desses recursos.




Acampando no Verão

Como se cuidar e evitar problemas

Apesar das maravilhas e facilidades de um acampamento organizado, e de todas as precauções que se costuma tomar, ao acampar na praia ou no campo, ainda há muitos riscos que podem atingir o campista.
Acampando no verão

Qual melhor época do ano para acampar?

Pode-se afirmar que o verão é a melhor época do ano para se acampar, isso explica a maior popularidade que o acampamento de verão está ganhando mais adeptos na atualidade.

Como acampar no verão?

Para acampar no verão o cuidado mais importante é a desidratação, pois com o calor a perda de água no organismo e as possibilidades de se contrair um infecção intestinal aumentam muito, já que os alimentos se deterioram com mais facilidade.

Como se cuidar em um camping no verão?

Portanto, se mesmo em casa, com todas as comodidades, a desidratação representa um perigo, no acampamento os cuidados devem ser redobrados - principalmente se você estiver com crianças pequenas ou em um camping natural.
As crianças são mais susceptíveis à desidratação pelo aumento da transpiração e pela incidência de diarreia devido às infecções alimentares, também comuns nestes meses. 
E o mesmo vale para os idosos.
Os cuidados no verão

O que levar para um acampamento de verão?

Em um acampamento no verão, se for em praia, a areia e a água do mar refletem os raios solares, aumentando sua intensidade. 
É por isso que muitas vezes, você se queima mesmo debaixo do guarda-sol. 

Se estiver acampado no mato, o calor faz você suar muito ao ponto de ter uma desidratação. 
Por isso tudo, além de ser obrigatório ingerir líquidos diariamente, é importante também usar roupas adequadas ao calor e sol intensos.

Veja exemplos de roupas e acessórios:
Roupas masculinas
Roupas femininas

Cuidados na areia

O calor favorece ainda a proliferação de bactérias. 
Por isso, é preciso redobrar os cuidados com as higiene pessoal e alimentar. 
Quem vai à praia ou tem contato com a areia deve ficar atento ao "bicho geográfico".
As fezes dos cães, por exemplo, podem estar contaminadas com o Ancylostoma caninum, um parasita que, em contato com a pele, causa lesões que provocam coceira. 
Elas possuem um contorno parecido com um mapa.
Cuidados na areia

Micoses

As micoses também são causadas por fungos que podem ser adquiridos na praia ou em piscinas.
Eles se desenvolvem rapidamente em contato com a pele úmida. 
Todo o corpo pode ser afetado, mas, principalmente as dobras, como virilhas, pés e unhas. 
A do­ença provoca escamação na pele e coceira. 
No pé, o fungo mais frequente é o chamado pé de atleta, também conhecido como frieira. 
O indicado é procurar um dermatologista e evitar a automedicação.
Criança brincando na areia
A primeira precaução é colocar a barraca em local fresco e sombreado, mantendo-a bem ventilada, com as janelas sempre abertas, e é importante que o campista tenha à mão, no seu estojo de pronto-socorro, medicamentos antidiarreicos, antiespasmódicos, um antiemético (contra vômitos) e um soro (via oral) como o Hidrax, vendidos em farmácias. 

Esses medicamentos devem ser mantidos no local mais fresco da barraca, sendo que o soro deve ser preparado na hora de ser ingerido, dissolvido em água fervida.
Os cuidados com a alimentação são imprescindíveis: os líquidos devem ser fervidos para se evitar a ingestão de germes, alimentos bem cozidos, as frutas e legumes bem lavados, e o lixo bem distante, como já foi dito.
O processo de desidratação é muito rápido, principalmente em crianças cujo organismo oferece menor resistência.
Banho de cachoeira

A água

A água é sempre fundamental e, no verão, com calor excessivo, torna-se ainda mais importante. 
O organismo perde mais água do que ganha por causa do suor, e, se ela não for reposta, sua falta irá afetar o funcionamento das células. 
Consumir dois litros de água por dia é o mínimo para se manter hidratado. 
Quem pratica atividades físicas precisa de mais: até três litros.

A boca seca é só o primeiro sintoma da desidratação. 
Esta pode levar a convulsões e coma. 
Para tratar esse quadro, o soro caseiro pode ser usado. 
Basta misturar uma colher de chá de açúcar e uma colher de café de sal em um litro de água. 
A pessoa deve tomar, a cada 20 minutos, à vontade ou depois da evacuação se houver diarreia.
Tome muita água

Queimaduras

Outro problema comum nesta época são as queimaduras causadas pelas frutas cítricas quando caem na pele e esta fica ex­posta ao sol. "Limão e maracujá" são os princi­pais vilões. 
As lesões demoram para desaparecer, podendo levar meses. 
A melhor forma de prevenção é evitar esse tipo de alimento quando se está exposto ao sol. Contudo, se isso acontecer, é preciso lavar bem as regi­ões do corpo onde houve o contato.
Queimaduras
O uso do protetor solar, na cidade ou na praia, é fundamental - e em qualquer épo­ca do ano. 
Saber qual é o ideal para o seu tipo de pele também é importante.
Seja em creme, gel ou spray, para pele seca, normal ou oleosa, o uso excessivo do produto pode obstruir as glândulas e causar bolinhas ver­melhas na pele.  
Deve-se escolher com aten­ção. 
Além disso, o calor e a umidade juntos podem causar a proliferação de fungos que provocam micoses e infecções. 
A atitude mais correta é manter o corpo seco, ou seja, enxugar-se bem após o banho e não ficar muito tempo com roupa molhada.
Queimaduras

Insolação

A exposição ao sol em excesso tam­bém pode provocar insolação, que resulta em uma intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura. 
A temperatura do cor­po sobe além do normal, a pele esquenta, fica avermelhada e seca, e as extremidades, arroxeadas. 
A pessoa ainda pode perder a consciência. 
E não é necessário ficar direta­mente sob o sol para ter insolação. 
A areia também reflete os raios solares, e o resulta­do pode ser o mesmo.
Insolação

Intoxicações e Infecções 

O intestino é uma parte do corpo cas­tigada nestes primeiros meses do ano. 
Em praias, sobretudo, campistas se alimentam de comidas novas, a que o corpo não está acostumado. Além disso, ingerem água sem o devido tratamento ou vão a lugares sem saneamento básico. 

O resultado são infecções gastrointestinais e intoxicação alimentar.
As infecções, de origem viral ou bacteriana, acarretam náuseas, diarreias e vômitos. 
O ideal é consumir alimentos como vegetais, carnes e peixes crus apenas em lugares confiáveis, com qualidade no preparo dos itens.
Cuidados especiais serão dados com crianças, pois nós sabemos, se em casa ignoram a higiene, imagine na liberdade de um camping.
Cuidados com a higiene no verão
É fundamental observar também a conservação dos produtos ali­mentícios, principalmente em self-services e na praia, onde se vendem salgadinhos e peixes que ficam expostos ao sol. 

Para se ter uma intoxicação alimentar acampando no verão, basta apenas que o alimento tenha sido infectado por micro­-organismos. 
Essa contaminação pode causar diarreia, desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaleias e, até mesmo, de­sidratação grave.
Intoxicações e Infecções

Exaustão de calor

Uma grande perda de água do corpo e sal provoca exaustão pelo calor. 
Os sintomas são dor de cabeça, confusão mental, irritabilidade, transpiração excessiva, fraqueza, tonturas, câimbras, e pele pálida, úmida, fria (úmida). 

Leve imediatamente o paciente para a sombra. 
Faça-o deitar em uma maca ou item semelhante cerca de 45 centímetros do chão. 
Solte sua roupa. Polvilhe-o com água para refrescá-lo. 
Dê-lhe de beber pequenas quantidades de água a cada 3 minutos. Certifique-se de que ele fique quieto e descanse.
Exaustão de calor

Atendimento Imediato

Por isso é importante estar atento aos primeiros sintomas: diarreias, vômitos, febre, cólicas intestinais, sonolência e, principalmente a redução de quantidade de urina. a ausência total de urina representa o último grau de desidratação, quando a doença atinge o máximo grau de gravidade! 
Esses sintomas são os mesmos tanto em adultos como em crianças.
Em um camping selvagem - Atendimento Imediato
Os medicamentos devem ser ingeridos assim que os primeiros sintomas forem observados. 
Se, apenas com os remédios, o paciente não apresentar melhora e continuar com os mesmos sintomas, a medicação deve ser suspensa e com máxima urgência procurar um médico.

Segundo recomendação médica, as crianças com menos de um ano de idade não devem ser levadas para acampamentos (principalmente selvagens), pois são muito pouco resistentes ao calor.
bebê bebendo água
Qualquer pessoa pode sofrer de doenças relacionadas ao calor, mas os grupos de risco são:
Pessoas com mais de 65 anos, particularmente aqueles que vivem sozinhos ou preferem viver isolados, bebês e crianças pequenas, grávidas e lactantes, pessoas que transparecem fisicamente bem, mas sofrem, especialmente com doenças cardíacas, pressão alta ou doença pulmonar, pessoas em medicamentos para a doença mental.

As pessoas idosas são mais propensas ao estresse por calor do que as pessoas mais jovens, porque seu corpo não podem ajustar bem à mudança súbita ou prolongada de temperatura. 
Eles também são mais propensos a ter uma condição médica crônica por estar tomando medicações que possam interferir com a habilidade do corpo para regular a temperatura. 

Como foi retratado antes, crianças menores não é bom levar para um acampamento no verão.
Mesmo assim, muitos campistas levam crianças, até mesmo recém-nascidos.
Quando levar crianças, essas devem ficar em observância permanente e redobrada.
Geralmente quando a temperatura está muito elevada, a criança não chora, nem manifesta qualquer sinal exterior de sede, fica sossegada no berço e, quando os adultos percebem, já está desidratada.
bebê acordado
Fique preparado e atento, para tratar os sintomas:
E fique ligado nesta postagem para saber mais.. O Calor extremo

Leia mais também.. Cuidados em primeiros socorros I  queimaduras, insolação, desidratação..